quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Vivemos em uma cultura que consiste em condenar fracasso e frustração. Pessoas privando-se de várias sensações, sem coragem de enfrentar o orgulho bobo e a insegurança.
Amar e ser amada(o) é tão bom.
O amor ainda é a única esperança de um mundo melhor!
Amor em todos os sentidos.
Amor que não te oprime, não te engana, não te sufoca, não te machuca.
O amor te torna melhor, te faz crescer, novos planos fazer, te faz correr, sonhar, lutar, querer.
Amor não é posse, é doar, se libertar.
Amor não tem protocolo, a ligação não cai, a conexão não perde pacote, nem o combustível se esgota; não tem reserva.
Quem tem amor, não tem dor, não importa a situação. Quem faz amor, não faz guerra, não tem sequela que machuque o coração.
Amor que não é ocultado e sim compartilhado.
Estar distante e ao mesmo tempo próximo(a), continuando presente.
Aprendendo e reaprendendo a amar, reamar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ah! A vida! 
Deve ser vivida!
Difícil!
Seguida! 
Cuidada!
Realizada!
De dedicar-nos a nós mesmos; com a alma limpa, dedicar-se ao próximo.
Ajudar-nos-emos. Ajudar-vos-eis.
Ajudar sem esperar!
Viva! Reviva! Ajude!

sábado, 12 de setembro de 2015

Esqueci-me.
Esqueci-me do teu cheiro, tua fala mansa, o teu sorriso (e que sorriso!).
Esqueci-me que amava por dois, lutava, me importava, cansava e não desistia.


No entanto, eu lembrei-me.
Lembrei-me do meu amor, da minha doce e amada liberdade.
Lembrei-me de mim, exclusivamente de mim, a qual nunca deveria ter esquecido, descuidado, ignorado.



Lembrei-me do que havia esquecido. Esqueci-me do que era e é irrelevante. Insignificante.
 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fé. Fé em algo que ainda não sei. Fé que quero segurar e não mais soltar. Fé nas transformaçõe. Fé no ciclos, fé na vida que nunca amanhece a mesma. Fé no amor que sempre nos escapa e alcança os ossos. Fé naquilo que não temos voz para dizer, no que não temos como mensurar, nas garantias que não podemos dar. Fé nas próximas colheitas, fé na dor que nos revira, fé nos aprendizados dos joelhos ralados. Fé no que virá, fé nas impermanências, fé no fluxo dos rios e na força dos ventos. Fé.

Doenças não são apenas doenças. São processos intensos de ressignificação. De mergulhos em outras partes de si mesma. De transformação. E de amor. Sempre dizemos: o importante é que tenha saúde, porque do resto a gente dá conta. Ora, pois. Quando não tem saúde a gente também dá conta. Quando vivemos intensamente, e de coração aberto, a gente dá conta do que for. E que sejamos, sempre, mais generosidade e amor. Porque essa é a base para navegar em qualquer água e atravessar qualquer oceano.
Verdades para ele:
Ela não pensa nele. Não gosta. Não desgosta.
Ela é gentil, logo, tem a simpatia para um diálogo.
Ela detesta pessoas fúteis, superficiais. Características do mesmo.
Ela detesta mentira. Prefere uma verdade amarga e dolora, que uma mentira supérflua.
Ela não é grossa, é sincera.
Ela prefere os processos emocionais, que intelectuais.
Ela não quer provar nada a ele, tampouco quer que ele faça o mesmo.
Ela não quer surpreendê-lo e muito menos tê-lo.

sábado, 22 de agosto de 2015

Desculpe-me.
Eu sou impaciente. Ansiosa. Leve. Detalhista. Direta.
Não sou de ninguém, tampouco sua. Ou melhor, sou completamente minha.
Prefiro à noite, o frio, que o calor que deixa-me exausta e inquieta.
Desculpe-me.
Eu não busco a perfeição, ela cansa.
Eu não busco a tua aceitação, quando eu já me aceito.
Eu não busco muitas amizades, quando quantidade e números não são o meu forte.
Desculpe-me.
Eu prefiro ler ao ir em um lugar tumultuados.
Eu prefiro o diferente ao comum.
Eu prefiro lugares calmos, à lugares agitados.
Prefiro tudo ou nada.
Desculpe-me.
Eu acredito na pureza da alma.
Eu acredito na felicidade que acalma. Na união duradora.

Eu acredito no amor. Eu acredito na Revolução.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Existem várias maneiras de amar e ser amada(o), mas:
Se te violentava de alguma forma, então não era amor.
Se não tinha empatia com você e com seus sentimentos, então não era amor.
Se inferiorizou sua autoestima, então não era amor.
Se te oprimia, então não era amor.

domingo, 9 de agosto de 2015

Gosto de ti de um jeito meio torto, de um jeito unicamente meu. Gosto de ti em silêncio. Quieta. Feliz. Gosto de ti  só pra mim. Não sou o tipo de garota que diz que gosta de alguém. Não sou o tipo de garota que não gosta de ninguém. Se faz de durona. Finge que não sente, finge que não se importa. Tem medo de sentir, tem medo de viver, tem medo de amar. Medo de um dia ter que admitir que tem sentimentos. Por ti

Gosto de ti de um jeito meio louco, de um jeito unicamente meu.  Fico aqui pensando em todas loucuras que fizemos juntos e quero mais. Sempre mais. Sair correndo por aí sem destino. Ouvir nossas músicas preferidas juntos. Olhar um bom tempo um para o outro e depois rir. Sorrir. Tomar banho de chuva até não aguentar mais. Ser surpreendida por um beijo teu, repleto de afeto. Ficar longe até a saudade não deixar.

Gosto de você de um jeito meio indiferente, de um jeito unicamente meu. Diz pra todos que não sente, que não dá a mínima, tampouco deixa de falar. Sempre fui assim, tu sabes. Mas quem vai negar. Meu olhar é todo teu. Meu sorriso sem graça é justamente teu. Meus melhores beijos são teus. Meus mais quentes abraços serão para sempre teus. Minha despedida com você.. Que nunca deixei acontecer.

Gosto de você de um jeito meio distante, de um jeito unicamente meu. Fico aqui te observando; tão lindo, tão inteligente, tão feliz, tão preocupado, tão meu. Fico aqui torcendo por ti, tão de longe e ao mesmo tempo perto, tão eu. Fico aqui imaginando o que sentes, pois pouco consegues dizer. Estás a pensar, como eu venho a pensar. Estás a fazer o que eu pouco faço. Fico aqui, fisicamente de longe e mentalmente de perto. Pouco sei. Pouco procuro saber. Muito quero. Muito tenho a dizer. Pouco me involvo, por que não quero te atrapalhar com minhas loucuras, com meu jeito, só meu. Muito olho. Admiro. De um jeito unicamente meu.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Saudade.
Eu sinto, respiro e transpiro saudade.
Eu guardo, seguro e abraço saudade.
Saudade de momentos, de horas e de dias.
Saudade do vosso olhar fixo. Sincero. Preocupado.
Saudade do vosso abraço não cobrado. Que conforta. Aquieta.
Saudade que tortura, me engasga e me faz querer-te por mais perto.
Saudade que não cabe em mim.
Saudade real, oculta e anormal.
É aquela coisa invisível no olhar, mas, sentida na alma.
Saudade que dói. Constrói.
Saudade minha companheira. Traiçoeira, vantajosa e verdadeira.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tem dias que a gente cansa. Cansa mesmo. 
Cansa daquele autor que costuma acompanhar. Cansa daquela Banda que sabes tudo, de có, letra e salteado. Cansa daquela pessoa, que queria por perto, no entanto, ela não faz o mesmo para permanecer. Cansa de Redes Sociais, que são 90% de fotos absolutamente cheias de filtros bonitos e com frases de efeito. Tudo perfeito.
Diante de tanta beleza a gente não tem coragem de mostrar a nossa dor. Ela não pode desfilar na sociedade virtual, em memes falsos de Clarice Lispector feliz. De Nietzche autoconfiante. Clarice também era triste. Nietzsche sofreu com um amor que não era mútuo. Caio Fernando Abreu também era louco. Rachel de Queiroz era uma grande militante. Mas, por algum motivo, por ironia, os trechos desses autores são eles sempre felizes ou simplesmente frases fakes. Por quê? Qual é o medo de mostrar a dor, o cansaço, a crítica e a subjetividade? De ir a fundo, por exemplo, nas obras dos ditos cujos?
São muitos padrões de vitórias. De falar a coisa certa. Ser o correto. O mundo não só é sucesso. A gente tem medo e confusão, inquietude e significação, e olhar pra isso tudo é olhar pra quem somos. Ou acho eu, me permito a dúvida, também me permito ser questionada e errada, e transitória e nem sempre fazer sentido.
Tudo bem falhar. Tudo bem não está disponível. Tudo bem não se controlar. Tudo bem não ter paciência. Tudo bem errar. Tudo bem falar sobre isso. Até as flores, por mais belas que sejam, murcham, tem espinhos e não tendo cuidado, machucam.
Temos nossas fases, nosso tempo, nosso tormento, nossas felicidades e qualidades.


quarta-feira, 3 de junho de 2015


O que houve entre nós? Estávamos tão bem e ao mesmo tempo mal. Era um complexo tão cruel. Lembra quando você disse que iria me esperar o tempo que fosse possível? Bem, eu lembro tanto; que lembro também, que disse que não era necessário e o melhor, era você seguir sua vida. Ora, que tola.
Hoje doí eu ter te perdido. Uma dor tão externa. É uma dor tão recorrente, ver tudo o que você fez ou tentou fazer por mim.
Meu orgulho era bem maior que o seu, sim, era e é. Te descartei para não te enlouquecer, para não te por nesse calabouço, que é o meu coração.
O que eu tenho, nesse instante, é um sabor inédito de estar ao teu lado, sabendo que você possa estar com outra. Mas, com sorte, guardei os restos da rosa que você me deu. Não resisti. 
Impactos se sucedem, e devido a tudo que estou sentindo, que achava que nunca iria sentir por ninguém. Sim, eu só vim perceber hoje que gostava e gosto de você, mas nada resultará a um final feliz. E quando eu te ver novamente, irei te ver com uma exceção em meu currículo, sem cogitar hipótese alguma de compatibilidade amorosa é que fizemos caminhos diferentes, nos tornamos pessoas diferentes e assim é de ser. 


Não pense que só é você que está só, de alguma forma, todos se sentem em um abismo, em algum momento. Você acha que tudo acabou, mas, o quão sombrio é a solidão, os sonhos tomam a refrescar-lo e à nos deixar em evidência que há a cura pro mal. A jornada de desilusões sempre hão de continuar; seja com uma pessoa insensata, com um objeto que você tanto amava e quebrou, com aquela bela flor que murchou ou com o Outono que tanto demora há chegar. 
Eu sempre me deito, me embrulho em algum dos meus lençóis que adoro, começo a pensar por diversas horas e tentar entender que moinho és tu, vida. Bate um frio, uma solidão, então, fico em frente a lareira, que é o que me resta nessas noites vazias, inertes. Eis-me sempre aqui a pensar, pensar e nada a fazer. Eis-me uma pessoa amarga, orgulhosa, solitária, compassiva, eu sei. Procurando mudar, me levantar dessa rota diabólica e tentando sempre alcançar o amanhã significativo, o amanhã tudo nada haver que hoje.
 
Para mim não dá!
Para mim não dá aceitar esse teu jeito ciumento e possessivo. 
Esse teu jeito inseguro e amargurado, ao qual sufoca-me.
Teu egoísmo de querer que eu viva somente para ti.

Desculpa por não conseguir tirar essas tuas amarras.
Desculpa por desistir, embora tenha lutado.

Eu sonho demais e não acrescento-te em meus sonhos.
Eu penso demais, mais em mim, que em ti. 
Eu quero meu bem estar e não é contigo que terei.
Ando precisando de gente.
Não de "gente" que é apenas gente. Não de qualquer gente.
Preciso de gente diferente, gente que faça eu me sentir bicho: selvagem, livre, instintivo, intuitivo, valente; bicho gente.
Preciso de olhos, boca, calor, voz, cheiro, gestos, mãos: preciso de alma, de ligação. 

Ando emergente de me preencher de gente, mas ando emergente de gente e não de multidão.
Nesse mundo onde a gente é menos bicho do que gente, aprendi que estar rodeado de pessoas ainda assim pode significar solidão.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Talvez, um dia, nos encontraremos em uma esquina, em uma estação de Metrô. Talvez, nos encontraremos em uma mesa de um Bar ou em uma Pista de Skate. Quem sabe, nos encontraremos em um show de Iron Maiden, em um show dos Rolling Stones. Quem sabe ainda, nos encontraremos em Recife ou até mesmo, em Curitiba. O destino brinca conosco. Amanhã posso estar no Sudeste e você no Nordeste. Que coisa, não? 

Sempre fui essa menina doida, perdida no mundo, vivendo por amor. Uma menina que acredita em sonhos, não em utopia. Que escreve coisas sem pensar, que fala com os olhos, que grita com o corpo. É que eu nunca soube lidar com à vontade, à saudade e à ausência. Não sem surtar, sem confundir. É que sou feito um cão que se sente abandonado, se o amigo demora pra chegar, pra afagar. E fico inquieta, acuada, aflita, afoita. É que meu coração é um vulcão em erupção; me queima, explode, machuca; escorre lava pelas veias. É que esse é o meu jeito, não sei ser nem existir de outra maneira. Me mutilo, choro sozinha, tenho medo, transbordo saudade e alegria. É que eu também sei que o ontem passou, mas acredito que o hoje tem vestígio de ontem, e o amanhã é fruto de hoje, então o ontem ainda me dói. É que eu tenho uma visão tão doce do mundo, mesmo quando me irrito ou implico de graça, mesmo quando a porrada é tão forte que me atira no chão; minhas lentes são feitas de açúcar. É que eu sei que as vezes sou tão louca que assusta, tão triste que preocupa, tão intensa que surpreende, tão sentimental que enjoo. É que nasci pra transbordar, pra alastrar.
Minha mãe sempre diz: é fogo te aturar, menina.
Pois é, mãe, sou brasa. sou fogo. sou chama. Um incêndio.

Queria me mudar para qualquer outro planeta, onde as relações não estivessem condenadas à modernidade líquida. Odeio jogos, falta de clareza, de continuidade, de comunicação. Não tenho saco para pessoas neuróticas, com medo de viver os encontros, com mil estratégias; colocando outrém na estante e esperando para ver quem dá mais. Olha, dá vontade de morrer, quando penso que a humanidade está tornando-se isso; que o capitalismo tornou-se as relações humanas passíveis de consumo em muitas esferas. Tanta crítica ao amor romântico, para isso? Para essa pobreza de espírito? Queria uma espécie de Tinder espiritual, onde pudessemos só esbarrar em quem deixa a alma nua.
O medo e o egoísmo mataram o amor. O amor da entrega, que não é superficial.