Não pense que só é você que está só, de alguma forma, todos se sentem em um abismo, em algum momento. Você acha que tudo acabou, mas, o quão sombrio é a solidão, os sonhos tomam a refrescar-lo e à nos deixar em evidência que há a cura pro mal. A jornada de desilusões sempre hão de continuar; seja com uma pessoa insensata, com um objeto que você tanto amava e quebrou, com aquela bela flor que murchou ou com o Outono que tanto demora há chegar.
Eu sempre me deito, me embrulho em algum dos meus lençóis que adoro, começo a pensar por diversas horas e tentar entender que moinho és tu, vida. Bate um frio, uma solidão, então, fico em frente a lareira, que é o que me resta nessas noites vazias, inertes. Eis-me sempre aqui a pensar, pensar e nada a fazer. Eis-me uma pessoa amarga, orgulhosa, solitária, compassiva, eu sei. Procurando mudar, me levantar dessa rota diabólica e tentando sempre alcançar o amanhã significativo, o amanhã tudo nada haver que hoje.

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