quarta-feira, 3 de junho de 2015

Ando precisando de gente.
Não de "gente" que é apenas gente. Não de qualquer gente.
Preciso de gente diferente, gente que faça eu me sentir bicho: selvagem, livre, instintivo, intuitivo, valente; bicho gente.
Preciso de olhos, boca, calor, voz, cheiro, gestos, mãos: preciso de alma, de ligação. 

Ando emergente de me preencher de gente, mas ando emergente de gente e não de multidão.
Nesse mundo onde a gente é menos bicho do que gente, aprendi que estar rodeado de pessoas ainda assim pode significar solidão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário