Ando precisando de gente.
Não de "gente" que é apenas gente. Não de qualquer gente.
Preciso de gente diferente, gente que faça eu me sentir bicho: selvagem, livre, instintivo, intuitivo, valente; bicho gente.
Preciso de olhos, boca, calor, voz, cheiro, gestos, mãos: preciso de alma, de ligação.
Ando emergente de me preencher de gente, mas ando emergente de gente e não de multidão.
Nesse mundo onde a gente é menos bicho do que gente, aprendi que estar rodeado de pessoas ainda assim pode significar solidão.

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