terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fé. Fé em algo que ainda não sei. Fé que quero segurar e não mais soltar. Fé nas transformaçõe. Fé no ciclos, fé na vida que nunca amanhece a mesma. Fé no amor que sempre nos escapa e alcança os ossos. Fé naquilo que não temos voz para dizer, no que não temos como mensurar, nas garantias que não podemos dar. Fé nas próximas colheitas, fé na dor que nos revira, fé nos aprendizados dos joelhos ralados. Fé no que virá, fé nas impermanências, fé no fluxo dos rios e na força dos ventos. Fé.

Doenças não são apenas doenças. São processos intensos de ressignificação. De mergulhos em outras partes de si mesma. De transformação. E de amor. Sempre dizemos: o importante é que tenha saúde, porque do resto a gente dá conta. Ora, pois. Quando não tem saúde a gente também dá conta. Quando vivemos intensamente, e de coração aberto, a gente dá conta do que for. E que sejamos, sempre, mais generosidade e amor. Porque essa é a base para navegar em qualquer água e atravessar qualquer oceano.
Verdades para ele:
Ela não pensa nele. Não gosta. Não desgosta.
Ela é gentil, logo, tem a simpatia para um diálogo.
Ela detesta pessoas fúteis, superficiais. Características do mesmo.
Ela detesta mentira. Prefere uma verdade amarga e dolora, que uma mentira supérflua.
Ela não é grossa, é sincera.
Ela prefere os processos emocionais, que intelectuais.
Ela não quer provar nada a ele, tampouco quer que ele faça o mesmo.
Ela não quer surpreendê-lo e muito menos tê-lo.

sábado, 22 de agosto de 2015

Desculpe-me.
Eu sou impaciente. Ansiosa. Leve. Detalhista. Direta.
Não sou de ninguém, tampouco sua. Ou melhor, sou completamente minha.
Prefiro à noite, o frio, que o calor que deixa-me exausta e inquieta.
Desculpe-me.
Eu não busco a perfeição, ela cansa.
Eu não busco a tua aceitação, quando eu já me aceito.
Eu não busco muitas amizades, quando quantidade e números não são o meu forte.
Desculpe-me.
Eu prefiro ler ao ir em um lugar tumultuados.
Eu prefiro o diferente ao comum.
Eu prefiro lugares calmos, à lugares agitados.
Prefiro tudo ou nada.
Desculpe-me.
Eu acredito na pureza da alma.
Eu acredito na felicidade que acalma. Na união duradora.

Eu acredito no amor. Eu acredito na Revolução.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Existem várias maneiras de amar e ser amada(o), mas:
Se te violentava de alguma forma, então não era amor.
Se não tinha empatia com você e com seus sentimentos, então não era amor.
Se inferiorizou sua autoestima, então não era amor.
Se te oprimia, então não era amor.

domingo, 9 de agosto de 2015

Gosto de ti de um jeito meio torto, de um jeito unicamente meu. Gosto de ti em silêncio. Quieta. Feliz. Gosto de ti  só pra mim. Não sou o tipo de garota que diz que gosta de alguém. Não sou o tipo de garota que não gosta de ninguém. Se faz de durona. Finge que não sente, finge que não se importa. Tem medo de sentir, tem medo de viver, tem medo de amar. Medo de um dia ter que admitir que tem sentimentos. Por ti

Gosto de ti de um jeito meio louco, de um jeito unicamente meu.  Fico aqui pensando em todas loucuras que fizemos juntos e quero mais. Sempre mais. Sair correndo por aí sem destino. Ouvir nossas músicas preferidas juntos. Olhar um bom tempo um para o outro e depois rir. Sorrir. Tomar banho de chuva até não aguentar mais. Ser surpreendida por um beijo teu, repleto de afeto. Ficar longe até a saudade não deixar.

Gosto de você de um jeito meio indiferente, de um jeito unicamente meu. Diz pra todos que não sente, que não dá a mínima, tampouco deixa de falar. Sempre fui assim, tu sabes. Mas quem vai negar. Meu olhar é todo teu. Meu sorriso sem graça é justamente teu. Meus melhores beijos são teus. Meus mais quentes abraços serão para sempre teus. Minha despedida com você.. Que nunca deixei acontecer.

Gosto de você de um jeito meio distante, de um jeito unicamente meu. Fico aqui te observando; tão lindo, tão inteligente, tão feliz, tão preocupado, tão meu. Fico aqui torcendo por ti, tão de longe e ao mesmo tempo perto, tão eu. Fico aqui imaginando o que sentes, pois pouco consegues dizer. Estás a pensar, como eu venho a pensar. Estás a fazer o que eu pouco faço. Fico aqui, fisicamente de longe e mentalmente de perto. Pouco sei. Pouco procuro saber. Muito quero. Muito tenho a dizer. Pouco me involvo, por que não quero te atrapalhar com minhas loucuras, com meu jeito, só meu. Muito olho. Admiro. De um jeito unicamente meu.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Saudade.
Eu sinto, respiro e transpiro saudade.
Eu guardo, seguro e abraço saudade.
Saudade de momentos, de horas e de dias.
Saudade do vosso olhar fixo. Sincero. Preocupado.
Saudade do vosso abraço não cobrado. Que conforta. Aquieta.
Saudade que tortura, me engasga e me faz querer-te por mais perto.
Saudade que não cabe em mim.
Saudade real, oculta e anormal.
É aquela coisa invisível no olhar, mas, sentida na alma.
Saudade que dói. Constrói.
Saudade minha companheira. Traiçoeira, vantajosa e verdadeira.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tem dias que a gente cansa. Cansa mesmo. 
Cansa daquele autor que costuma acompanhar. Cansa daquela Banda que sabes tudo, de có, letra e salteado. Cansa daquela pessoa, que queria por perto, no entanto, ela não faz o mesmo para permanecer. Cansa de Redes Sociais, que são 90% de fotos absolutamente cheias de filtros bonitos e com frases de efeito. Tudo perfeito.
Diante de tanta beleza a gente não tem coragem de mostrar a nossa dor. Ela não pode desfilar na sociedade virtual, em memes falsos de Clarice Lispector feliz. De Nietzche autoconfiante. Clarice também era triste. Nietzsche sofreu com um amor que não era mútuo. Caio Fernando Abreu também era louco. Rachel de Queiroz era uma grande militante. Mas, por algum motivo, por ironia, os trechos desses autores são eles sempre felizes ou simplesmente frases fakes. Por quê? Qual é o medo de mostrar a dor, o cansaço, a crítica e a subjetividade? De ir a fundo, por exemplo, nas obras dos ditos cujos?
São muitos padrões de vitórias. De falar a coisa certa. Ser o correto. O mundo não só é sucesso. A gente tem medo e confusão, inquietude e significação, e olhar pra isso tudo é olhar pra quem somos. Ou acho eu, me permito a dúvida, também me permito ser questionada e errada, e transitória e nem sempre fazer sentido.
Tudo bem falhar. Tudo bem não está disponível. Tudo bem não se controlar. Tudo bem não ter paciência. Tudo bem errar. Tudo bem falar sobre isso. Até as flores, por mais belas que sejam, murcham, tem espinhos e não tendo cuidado, machucam.
Temos nossas fases, nosso tempo, nosso tormento, nossas felicidades e qualidades.