Talvez, um dia, nos encontraremos em uma esquina, em uma estação de Metrô. Talvez, nos encontraremos em uma mesa de um Bar ou em uma Pista de Skate. Quem sabe, nos encontraremos em um show de Iron Maiden, em um show dos Rolling Stones. Quem sabe ainda, nos encontraremos em Recife ou até mesmo, em Curitiba. O destino brinca conosco. Amanhã posso estar no Sudeste e você no Nordeste. Que coisa, não?
Não contém um sorriso ou detém um devaneio. Criei o Blog para conseguir suportar a convivência consigo mesma. Ou para um tratamento psicológico gratuito. Ou os dois. Acredita que todo mundo precisa de um grande amor para chamar de próprio.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Sempre fui essa menina doida, perdida no mundo, vivendo por amor. Uma menina que acredita em sonhos, não em utopia. Que escreve coisas sem pensar, que fala com os olhos, que grita com o corpo. É que eu nunca soube lidar com à vontade, à saudade e à ausência. Não sem surtar, sem confundir. É que sou feito um cão que se sente abandonado, se o amigo demora pra chegar, pra afagar. E fico inquieta, acuada, aflita, afoita. É que meu coração é um vulcão em erupção; me queima, explode, machuca; escorre lava pelas veias. É que esse é o meu jeito, não sei ser nem existir de outra maneira. Me mutilo, choro sozinha, tenho medo, transbordo saudade e alegria. É que eu também sei que o ontem passou, mas acredito que o hoje tem vestígio de ontem, e o amanhã é fruto de hoje, então o ontem ainda me dói. É que eu tenho uma visão tão doce do mundo, mesmo quando me irrito ou implico de graça, mesmo quando a porrada é tão forte que me atira no chão; minhas lentes são feitas de açúcar. É que eu sei que as vezes sou tão louca que assusta, tão triste que preocupa, tão intensa que surpreende, tão sentimental que enjoo. É que nasci pra transbordar, pra alastrar.
Minha mãe sempre diz: é fogo te aturar, menina.
Pois é, mãe, sou brasa. sou fogo. sou chama. Um incêndio.
Queria me mudar para qualquer outro planeta, onde as relações não estivessem condenadas à modernidade líquida. Odeio jogos, falta de clareza, de continuidade, de comunicação. Não tenho saco para pessoas neuróticas, com medo de viver os encontros, com mil estratégias; colocando outrém na estante e esperando para ver quem dá mais. Olha, dá vontade de morrer, quando penso que a humanidade está tornando-se isso; que o capitalismo tornou-se as relações humanas passíveis de consumo em muitas esferas. Tanta crítica ao amor romântico, para isso? Para essa pobreza de espírito? Queria uma espécie de Tinder espiritual, onde pudessemos só esbarrar em quem deixa a alma nua.
O medo e o egoísmo mataram o amor. O amor da entrega, que não é superficial.
Assinar:
Postagens (Atom)


